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By: admin ligado: setembro 12, 2019 In: Saúde e bem-estar Comments: 0

Esta semana, mais precisamente no dia 10 de setembro, tivemos o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio. O Setembro Amarelo simboliza a campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio, um tema que deve ser debatido o ano todo, mas ganha força este mês por toda a mobilização global envolvida.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, nove em cada dez mortes por suicídio podem ser evitadas. E este não é o único dado surpreendente sobre o tema: em um estudo publicado em agosto de 2018, a OMS compilou trouxe informações bem impactantes:

  • Cerca de 800 mil pessoas cometem suicídio todos os anos — no Brasil, a média é de 32 suicídios por mês.
  • Para cada suicídio, há muito mais pessoas que tentam o suicídio a cada ano. A tentativa prévia é o fator de risco mais importante para o suicídio na população em geral.
  • O suicídio é a segunda principal causa de morte entre jovens com idade entre 15 e 29 anos.
  • 79% dos suicídios no mundo ocorrem em países de baixa e média renda.
  • Ingestão de pesticidas, enforcamento e armas de fogo estão entre os métodos mais comuns de suicídio em nível global.

Suicídio é geralmente atribuído à depressão, abuso de álcool e distúrbios mentais, mas isso não é regra: vários suicídios ocorrem de forma impulsiva em momentos de crise. A pessoa tem um colapso por não conseguir lidar com os problemas e o stress da vida — tais como problemas financeiros, términos de relacionamento, doenças — e encontra na morte uma saída “rápida”.

É importante que as pessoas estejam atentas a sinais e comportamentos que possam indicar uma tendência suicida. Não há uma “receita” nem sintomas tão óbvios quanto os de uma doença, mas certas condutas podem dar pistas de que uma pessoa está precisando de ajuda. Aqui estão 2 comportamentos que devem deixá-lo em alerta:

Isolamento

Pssoas com pensamentos suicidas podem se isolar, não atendendo a telefonemas, se ausentando das redes sociais, ficando em casa ou fechadas em seus quartos, cancelando compromissos e atividades sociais.

Expressão de ideias ou intenções suicidas

Quem está pensando em suicídio tende a falar mais sobre o assunto do que o que poderia ser considerado normal. Muitas vezes não é algo direto, mas comentários como “vou desaparecer”, “queria poder dormir e nuca mais acordar”, “logo tudo isso vai acabar” e “vou deixar vocês em paz” não devem ser ignorados, pois podem indicar que algo já está sendo planejado.

Diante de uma pessoa sob risco de suicídio, o que se deve fazer?

Encontre um momento apropriado e um lugar calmo para conversar sobre o assunto. Deixe-a saber que você está lá para ouvir, ouça-a com a mente aberta e ofereça seu apoio.

Incentive a pessoa a procurar ajuda profissional. Ofereça-se para acompanhá-la na consulta, e deixe claro que estará ao lado dela para o que precisar.

Se você acha que a pessoa está em perigo imediato, não a deixe sozinha. Procure ajuda de profissionais da saúde e entre em contato com alguém de confiança, indicado pela própria pessoa.

Novamente, caso o caso seja emergencial, assegure-se de que a pessoa não tenha acesso a meios para provocar a própria morte (por exemplo, pesticidas, armas de fogo ou medicamentos).

Mantenha em contato constante com a pessoa, tanto para saber como ela está, quanto para deixar claro que você está ali por ela.

A gente nunca quer que algo do tipo aconteça com quem a gente ama, mas, como vimos aí em cima, prevenir é sempre a melhor solução. Por isso, manter um Seguro Saúde da Alternativa Brasil é muito importante, para garantir que teremos todo o suporte necessário — mesmo que a gente jamais queira utilizar tais serviços.

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